1 (1)

BYOD é um termo que diz respeito a uma tendência global que permite aos profissionais utilizarem seus devices, hardwares e softwares, pessoais para desempenhar funções profissionais.

Com a necessidade de agilidade na comunicação nos tempos atuais, dentro e fora do escritório, cresce o número de dispositivos, smartphones, notebooks, tablets e etc, usados para acessar sistemas, e-mails, além de qualquer outro tipo de dado. Porém, permitir que os funcionários usem suas máquinas pessoais para assuntos corporativos ainda é um paradigma em muitas empresas, muitas vezes motivadas por questões de segurança e proteção de dados compartilhados.

O fato é que hoje, pode-se monitorar em tempo real uma rede em nuvem, acompanhando e controlando facilmente a quantidade de dispositivos que podem acessar ou não determinados dados, customizando completamente o nível de acesso de cada usuário. Outra vantagem da virtualização na nuvem é basear a segurança associada a um usuário e não a um IP local, o que garante tranquilamente todo o histórico de acessos, movimentações e suas permissões. Toda essa flexibilidade faz com que a produtividade dos funcionários aumente consideravelmente, pois eles podem usar os aparelhos que já estão habituados e dar sequência em suas tarefas mesmo fora do escritório, ou seja, os clientes também saem ganhando com a mobilidade e dinamismo que a prática permite.

Para as companhias, o resultado desse movimento pode ser sentido em caixa, uma vez que diminui custo com equipamentos diversos, investindo somente em manutenção e infraestrutura das contas, e não em uma base de vários dispositivos. Alguns aspectos precisam ser levados em consideração como quem arcará com os custos da conta do smartphone, as licenças dos softwares que serão utilizados, além da origem dos aplicativos que serão instalados no smartphone. Em se tratando de informações secretas, como patentes ou as finanças da empresa, todo cuidado é pouco.

Já para os funcionários o maior atrativo é que com o uso de aparelhos pessoais, o trabalho flui muito melhor, já que estão 100% adaptados as suas máquinas ou sistemas operacionais preferidos, que muitas vezes são bem superiores, modernas e atualizadas do que as empresas podem oferecer (já que o consumo de TI está cada vez mais dinâmico e as tecnologias evoluindo muito rapidamente), e ainda podem ficar livres para customizá-las da melhor maneira possível.

A chave para uma boa implantação de BYOD está na organização de todos os processos e abordagens, no sentido de conscientizar as responsabilidades na proteção dos dados corporativos.

Quando falamos de dados, existe também uma questão de conformidade. Empresas com padrões PCI, DSS, HIPAA, GLBA ou requisitos de segurança específicos, devem garantir que as regras sejam seguidas com rigor, mesmo que os dados estando nos dispositivos pessoais de seus funcionários. Em casos de demissões ou mesmo saídas por conta própria, é necessário recuperar os dados e fazer um backup dos dispositivos mapeados anteriormente, o que deve ficar bem claro na política pré estabelecida. Auditorias frequentes também são indicadas para aumentar a segurança.  Falando em segurança, é importante sempre lembrar que, por serem utillizados também para atividades pessoais, os equipamentos ficam muito mais vulneráveis a virus e ataques hacker.

 

A tendência é que no Brasil essa pratica continue aumentando, o que claramente é uma enorme vantagem para funcionários e empresas, mas que demanda um posicionamento de politica  e ativos de segurança bem estruturado e reforçado.