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Com o aumento das necessidades das empresas e a rápida e constante evolução das tecnologias, utilizar apenas um serviço de nuvem não é mais suficiente para os negócios.

Multicloud consiste em usar dois ou mais provedores em nuvem simultaneamente. Essa combinação visa ampliar a capacidade computacional e reforçar a segurança, mitigando riscos de indisponibilidade de alguns dos serviços e consequentemente, garantindo a eficiência da operação.

A implantação pode usar nuvens públicas, privadas, ou até mesmo uma combinação de ambas, criando uma solução ainda mais forte, já que permite combinar o melhor de cada serviço e diminuir os riscos de falhas de hardware ou softwares, evitando a dependência de apenas um único fornecedor. Adotando a essa solução, a empresa poderá contar com diversos benefícios e de quebra diminuir o retrabalho das equips de TI.

Para extrair o máximo benefício de uma estratégia com várias nuvens é preciso equilibrar as vantagens da flexibilidade com os desafios da implementação da segurança da rede e disponibilidade, latência e consistência dos dados.

Existem pelo menos quatro maneiras pelas quais os dados podem ser armazenados em soluções de nuvem pública. Serviços nativos, armazenamento em bloco, armazenamento de arquivo e armazenamento de banco de dados. Os serviços nativos são aqueles implementados diretamente pelo fornecedor da nuvem. Normalmente, todos os provedores de nuvem oferecem serviços de armazenamento de bloco, arquivo, objeto e alguns aplicativos específicos (como por exemplo o banco de dados). O armazenamento em bloco geralmente é restrito ao uso interno para se conectar a bibliotecas virtuais, enquanto o arquivo, objeto e banco de dados podem ser expostos à conectividade externa. Isso tem sido um problema para alguns usuários da nuvem, onde os dados de objeto e banco de dados foram padronizados para acesso público. Portanto, as configurações de segurança são importantes.

Semelhante a uma solução fail over, os ambientes multicloud conseguem diminuir e até evitar interrupções, permitindo que as empresas tenham um backup de dados, fluxos de produção e sistemas grandiosamente escaláveis.

Caso os fornecedores não sejam escolhidos corretamente, não será possível atender todas as necessidades da empresa, assim, esse modelo poderá trazer mais prejuízos do que vantagens.

Existem opções de containers no mercado, capazes de empacotar e isolar as soluções com o ambiente de execução, tornando possível que os usuários migrem de solução em container entre as clouds, mantendo todas as funcionalidades. Isso traz uma liberdade ainda maior para as empresas escolherem seus provedores de cloud com base em padrões universais (tempo de operação, espaço, custo, armazenamento e etc) sem a preocupação de suporte para sua carga de trabalho devido a restrições proprietárias.

 

Essa portabilidade é facilitada por microserviços, uma abordagem de arquitetura no desenvolvimento de softwares que permite que os aplicativos sejam desmembrados em componentes menores e independentes uns dos outros. Assim, os containers se tornam ideais para a execução de aplicativos baseados em microserviços.

A experiência parece muito com a de uma única plataforma, independentemente de quantos ambientes estão sendo gerenciados.

Em resumo: containers + multiclouds = liberdade.

 

Para definir a estratégia mais adequada para o seu negócio, é preciso analisar vários fornecedores e encontrar a melhor opção de forma isenta e aplicada a suas necessidades. Assim, os gestores de TI podem centralizar e gerir todos os serviços contratados com visão clara e objetiva.